Resenha: Bela Maldade (Rebecca James)

Meninas!

Que saudade de vocês! Vida corrida demais, mas hoje eu trouxe uma resenha nova. Espero que gostem

BELALi recentemente Bela Maldade, o romance de estreia da australiana Rebecca James e achei interessante. Apesar de não ter nada de extraordinário, – é até bem previsível – o livro é fluido e envolvente. Conta a história de Katherine, uma garota de 17 anos, que vive um drama depois que uma tragédia familiar em seu passado recente, envolvendo a irmã mais nova, acaba com a vida dela e de seus familiares. Ela se sente culpada pelo que aconteceu a irmã e tenta se livrar dessas lembranças indo morar com a tia em Sidney.

Então, na tentativa de esquecer o fatídico episódio, ela se matricula em uma nova escola e a princípio se mantém arredia e distante das pessoas. É nesse ambiente que conhece Alice, uma menina bonita, comunicativa e simpática que conquista a confiança de Katherine e se torna sua melhor amiga. Mas as coisas não são exatamente como parecem. Alice tem um caráter bastante duvidoso e aos poucos vai se mostrando uma pessoa cruel, maldosa, doente e vingativa.

Bela Maldade é dividido em duas partes e narrado sob a luz de Katherine em três momentos diferentes da vida dela: Passado recente – a noite em que aconteceu a tragédia que destruiu a família de Katherine, o momento em que ela está com Alice – e cinco anos depois, quando Katherine está com a filha Sarah. Apesar de no início ser um pouco confuso, eu considerei a oscilação da narrativa positiva, acho que instigou a curiosidade do leitor e deixou o livro mais interessante.

Desde o início do livro nós já somos apresentados ao final da história. O leitor sabe que aconteceu uma tragédia na vida de Katherine, que Alice é má, que Robbie é bom e doce – não existe surpresa quanto a isso –, mas o leitor só vai descobrindo a forma como tudo aconteceu com o desenrolar da história, em doses homeopáticas.

O livro é bem curtinho, então acho que prejudicou um pouco na construção dos personagens. Todos eles têm personalidades pouco profundas. Alice é quem mais se desenvolve com complexidade, mas ainda assim achei insuficiente.  A inocência e a auto-flagelação de Katherine me incomodou um pouco também.

O livro está na faixa do Regular-Bom. Não é o melhor livro que já li, mas acho que ninguém perde nada por ler.