Bloquinho: rascunhos e poesias

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Os bloquinhos, eles me encantam! São retalhos, são relatos. Chegam a nossas mãos imaculados e o tempo, – a vida -, se encarrega de ir preenchendo suas páginas brancas. Ora recheado com lembranças e traços doces, outras tantas vezes com rabiscos e consternações.

A companhia do bloquinho me dá liberdade para rabiscar e me fez compreender mais facilmente que os rascunhos fazem parte da vida, que não estamos tentando jogar com cartas marcadas, que ganhamos e que perdemos, mas que, sobretudo, existe uma luta viva, um duelo interior, que teima em confiar num amanhecer deslumbrante.

A partir de agora vocês verão meu bloquinho com bastante frequência aqui.

Coleção de Frases: As vantagens de ser invisível

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“Então, esta é a minha vida. E quero que você saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim.”

“Eu sei que tem pessoas que dizem que essas coisas não acontecem, e que isso serão apenas histórias um dia. Mas agora nós estamos vivos. E nesse momento, eu juro. Nós somos infinitos.”

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“Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos.”

“É como se ele tirasse uma foto da Sam e a foto saísse linda. E ele pensasse que o motivo para a foto sair bonita fosse ele fotografar bem. Se eu fizesse a foto, saberia que o único motivo da beleza é a própria Sam. Eu acho que é ruim quando um cara olha para uma garota e pensa que a forma como ele a vê é melhor do que a garota realmente é. E acho ruim quando a forma mais sincera de um cara olhar uma garota é através de uma câmera.”

“Eu acho que somos quem somos por várias razões. E talvez nunca conheçamos a maior parte delas.”

“É muito mais fácil não saber das coisas de vez em quando.”

“Deixei que o silêncio colocasse as coisas no lugar em que elas deveriam estar”

“Sempre acho que um livro é meu favorito até eu ler outro.”

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“Ele é invisível. (…) Você vê as coisas. Você guarda silêncio sobre elas. E você compreende.”

“Sam me olhou com doçura. E me abraçou. E eu fechei os olhos, porque só queria sentir os seus braços. E ela me deu um beijo na testa e sussurrou para que ninguém mais ouvisse:
-Eu te amo.”

“Não há nada como a respiração profunda depois de dar uma gargalhada. Nada no mundo se compara à barriga dolorida pelas razões certas. E essa era ótima.”

THE PERKS OF BEING A WALLFLOWER

“Quando estava indo para casa, só conseguia pensar na palavra ‘especial’. E pensei que a última pessoa que me disse isso foi a tia Helen. Foi muito bom ter ouvido isso novamente. Porque eu acho que todos nós nos esquecemos às vezes. E eu acho que todo mundo é especial à sua própria maneira. É o que eu penso.”

“Às vezes eu olho para fora e penso que um monte de outras pessoas viu essa neve antes, que um monte de outras pessoas leu aqueles livros antes. E ouviram aquelas canções. Eu me pergunto como elas estão se sentindo esta noite.”

“Eu me sinto infinito”

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Resenha: A Culpa é das estrelas (John Green)

“Às vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que, todos os seres humanos o leiam”.

Sinopse

Em A Culpa é das Estrelas, Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

A Culpa é das Estrelas, ou ACedE como é carinhosamente chamado pelos fãs, é o segundo livro do fofíssimo americano John Green. É uma obra juvenil, mas que trata de um assunto delicado: o câncer. Metade das personagens sofre dessa doença triste e cruel. No entanto, A Culpa é das estrelas não é exatamente triste, um drama, sofrimento. A história principal não é o câncer. A história principal são os adolescentes, que por um acaso têm câncer. E isso foi o que mais me encantou. Devo avisar que o livro não tem um final feliz, mas é repleta de situações divertidas.

Vamos à história.

Hazel Grace Lancaster é uma garota de 16 anos que tem câncer em estágio terminal. Quando diagnosticada, aos 13,  nada poderia fazer com que ela vivesse até a idade adulta. Mas um remédio, fictício, conseguiu estender um pouco mais a vida da garota. Por conta disso, ela se torna uma “sobrevivente temporária do câncer”.

Presa a um cilindro de oxigênio, que a mantém respirando, Hazel quase não sai de casa, não pode mais ir a escola, e fica todo o tempo assistindo séries e relendo um único romance chamado Uma Aflição Imperial, também fictício. O único lugar que ela frequenta com certa regularidade é o Grupo de Apoio a Crianças com Câncer, em um lugar chamado “Coração Literal de Jesus” – eu adorei esse nome .

Em um dos encontros Hazel conhece Augustus Waters, um garoto um pouco mais velho que ela e que perdeu uma perna para a doença. Assim como os típicos romances jovens, o interesse entre os dois é rapidamente despertado. Logo que se conhecem, passam uma tarde juntos. A partir daí, serão necessárias apenas algumas semanas para caírem de amores um pelo outro.

“(…) Estou apaixonado por você e não quero me negar o simples prazer de compartilhar algo verdadeiro. Estou apaixonado por você, e sei que o amor é apenas um grito no vácuo, e que o esquecimento é inevitável, e que estamos todos condenados ao fim, e que haverá um dia em que tudo o que fizemos voltará ao pó, e sei que o sol vai engolir a única Terra que podemos chamar de nossa, e eu estou apaixonado por você”.

Eu já tinha um desfecho na minha frente, mas o livro me surpreendeu. Acho até que não estava preparada para o  final.

“Alguns infinitos são maiores que outros.”

A forma com que eles desfrutam os poucos dias de vida é encantador. ACeDe é trágico, engraçado e fofo. A primeira vista pode parecer um romance adolescente meloso, mas vai além da história de amor de dois jovens. Hazel e Gus são divertidos, bem humorados e sarcásticos. Principalmente no que envolve a condição da doença que os assola.

Eu amei o livro. Só fiquei um pouco incomodada com o fato de em toda página ter uma espécie de “lição de moral”. Apesar disso, me fez imaginar como deve ser difícil conviver com uma pessoa que tem um “prazo de validade”, ou pior, ser uma pessoa com “prazo de validade”, como no caso de Hazel.

 “– Eu sou tipo. Tipo. Sou tipo uma granada, mãe. Eu sou uma granada e, em algum momento, vou explodir, e gostaria de diminuir a quantidade de vítimas, tá?”

A Culpa é das Estrelas me fez chorar, sorrir e refletir sobre o valor e o tamanho dos nossos infinitos.

Saiba mais sobre o livro no site

Coleção de Frases: A Maldição do Tigre

“Naquela noite, sonhei que estava sendo perseguida na selva, e quando me virei para olhar meu perseguidor, levei  um susto ao ver um grande tigre. No sonho, eu ri e então me virei e corri mais depressa. O som de suas patas delicadas e macias me seguia, no mesmo titmo do meu coração. ”

“- E então: quer o emprego ou não? – perguntou a mulher, impaciente.
– Um tigre, é? Parece interessante! Tem elefantes também? Porque recolher cocô de elefante seria um pouco demais.”

“O rapaz se aproximou de mim cautelosamente, os braços esticados diante de si, e repetiu:
– Kelsey, sou eu, Ren.”

“Seu rosto se suavizou, assumindo uma expressão de ternura, e os cantos de sua boca ergueram-se em um sorriso sincero.

Asambhava. Não vou deixar você.”

“O lindo rosto de Ren se iluminou com um sorriso caloroso, e de repente fiquei preocupada com um fiapo na manda da minha blusa. Ele saltou da cama, pegou minha mão e fez uma mesura profunda.”

“Ren fechou a porta silenciosamente e eu puxei as cobertas até o queixo, a palma de minha mão ainda formigava no local onde ele a beijara.”

“Regra número dois: Se seu inimigo não puder lutar, então a guerra acabou.”

“Pensei em Kishan e em quanto ele parecia terrível na superfície. Por dentro, era tão inofensivo quanto um gatinho. O irmão perigoso era Ren. Por mais inocente que o tigre de olhos azuis parecesse, era um predador irresistível. Absolutamente atraente – como uma planta carnívora. Tão atraente, tão tentador, tão mortal! Tudo o que ele fazia era sedutor e possivelmente perigoso para o meu coração.”

“Ele provavelmente se apaixonaria por qualquer garota que estivesse destinada a salvá-lo. Além disso, um cara como ele jamais se sentiria atraído por alguém como eu. Ren era como o Super-Homem e eu tinha que admitir que não era nenhuma Lois Lane. Quando a maldição estiver quebrada, ele provavelmente vai querer namorar top models. E tem mais: eu sou a primeira garota por perto em mais de 300 anos – e, embora a linha do tempo seja um pouquinho diferente, ele é o primeiro homem por quem já senti alguma coisa. Se eu alimentar a ilusão de ficar com ele para sempre depois que isso tiver acabado, com certeza vou quebrar a cara.”

“Quando a jaula do tigre passou diante de mim, tive uma vontade súbita de acariciar-lhe a cabeça e confortá-lo. Eu não sabia se tigres podiam demonstrar emoções, mas por algum motivo eu tinha a impressão de que podia sentir seu estado de espírito. Parecia melancólico.”

“O que eu sentia por ele parecia complicado demais para definir, mas logo se tornou óbvio para mim que a emoção mais forte que eu sentia, a que estava agitando meu coração, era… amor.”

“Seu toque era doce, hesitante e cuidadoso. A expressão dele era de espanto e compreensão. Eu estremeci. Ele ficou parado por mais um momento, então sorriu com ternura, baixou a cabeça e roçou os lábios nos meus. Cada ponto em que ele me tocava, eu sentia formigar e ganhar vida. ”