Resenha: Preciosa (Sapphire)

livro-preciosaClaireece Precious Jones é uma garota de 16 anos, pobre, obesa, feia, negra, analfabeta, teve uma filha aos 12 anos – que tem Sindrome de Down -, e está grávida do segundo filho, fruto de estupros sofridos por anos pelo próprio pai. Precious gosta de matemática, mas não é uma boa aluna, por isso durante toda a vida escolar se sentou na última cadeira da sala de aula, mora com a mãe, que é alcoólatra, e de quem sofre abusos físicos e psicológicos. É uma vida bastante ruim, mas Precious tem um sonho: dar uma vida melhor para ela e seus filhos, e é por isso que ela decide acreditar no conhecimento, na escola e na educação.

Essa é uma história real, não real por que Precious exista realmente, mas por que ela é a representação de milhares de outras mulheres e meninas que sofrem com uma família desajustada, com abusos sexuais e com a omissão da sociedade.

É o retrato nu de uma existência traumática. É uma história chocante, de teor forte, cheia de dor e visões alarmantes, com descrições que beiram atos de horror. É um livro extremamente realista. Feito para quem tem o estômago forte. Precious conta com tantos detalhes os problemas que as vezes o leitor sente asco, como no caso dos lances onde a garota narra os abusos sexuais que sofreu na infância e adolescência.

No entanto por mais que Precious tenha vivido mais intensamente do que as garotas de 16 anos que conhecemos, ela continua sendo uma adolescente que ainda carrega uma inocência velada, que quer ser aceita, que quer aprender a ler, quer ser bonita, quer ter um namorado e uma família que cuide dela.  E ela se pergunta o tempo inteiro, por que não se encaixa nesse mundo.

Um dos principais atrativos desse livro é o desenvolvimento da narrativa. É importante lembrar que estamos lendo o diário de Precious, então no início a história é um amontoado de frases com erros de grafia e concordância, que transmitem as dificuldades que a garota enfrenta. Mas conforme o tempo passa esse cenário vai mudando.

A propósito, esse é um dos aspectos que achei mais interessantes no livro de Sapphire, perceber a evolução intelectual de Precious. Ela não se transforma em um gênio, ou alguém com talento especial para alguma coisa incrível, mas é possível notar o progresso na escrita e no conhecimento sobre assuntos diversos. É como se em cada página ela desabafasse com mais consistência os problemas, ainda que eles não fossem tão fáceis de serem resolvidos.

É a história de  uma busca incansável pela felicidade. Precious é vítima de uma sociedade que elimina quem não se enquadra e tenta ter, na medida do possível, uma vida normal.

A editora do livro disponibilizou o primeiro capítulo para quem quiser ler.

Cinco casais literários fofos

Não há data mais propícia para falar de amor do que no dia dos namorados. E que tal unir amor e livros no mesmo post. Eu sempre gostei de romances água-com-açúcar (vide o nome do blog) e nesse 12 de junho quero compartilhar com vocês uma listinha de casais literários muito fofos.

 Rony  Weasley e Hermione Granger

(Harry Potter)

Não dá para deixar esses dois fofos fora da lista. Eu era tão entusiasta desse casal, que cheguei a escrever 200 páginas de fanfics sobre eles.  Já que os livros não exploram muito a relação amorosa entre o casal, a gente tem espaço para imaginar o que poderia ter acontecido além das páginas escritas por J.K. Rowling. Apesar da chatiação por que eles só ficarem juntos nas últimas páginas do último livro (sacanagem), mesmo assim, eu achei o final tão bonitinho que compensou a espera.

Ron-y-Hermione-en-la-Madriguera

Rony e Hermione são amigos desde o primeiro ano em Hogwarts, no inicio da convivência houve aquela implicância natural entre menino versus menina. Não demorou muito para que a implicância se transformasse em amizade. E lá para o terceiro livro esse afeto foi se transformando em atração. Quem acompanhou a série, deve se lembrar do Rony se mordendo de ciúme não assumido, por que a Hermione foi convidada pelo galã Vitor Krum para ser par dele no baile de inverno, em O Cálice de Fogo.

Uma curiosidade sobre o casal é que, em 2012, Rony e Hermione foram eleitos pela Revista Forbes, o casal mais rentável do cinema, o par romântico arrecadou US$ 4,2 bilhões, em cinco anos. Na segunda colocação está o casal de vampiros Bella e Edward, da Saga Crepúsculo. Os dois arrecadaram US$ 2,5 bilhões ao redor do mundo.

“Houve um estrépito quando os dentes de basilisco caíram e cascata dos braços de Hermione. Correndo para Rony, ela se atirou ao seu pescoço e chapou-lhe um beijo na boca. Rony largou os dentes e a vassoura que estava carregando e retribuiu com tal entusiasmo que tirou Hermione do chão. – Isso é Hora? – perguntou Harry, timidamente, e, quando a cena não se alterou exceto por Rony e Hermione terem se abraçados com tanta força que chegaram a bambear, ele ergueu a voz: – Oi! Tem uma guerra rolando aqui!”

 Hazel Grace e Augustus Waters

(A Culpa é das Estrelas)

tumblr_maf3lv7rxP1qglsq5o1_500Hazel e Gus é um dos casais mais fofos da literatura. Eles são sobreviventes do câncer, mas essa não é uma história pessimista. Ao contrário, é cheia de humor, sarcasmo e ternura. Hazel tem câncer terminal, e Gus está se recuperando de um tumor na perna. Apesar da doença, das dores e do pessimismo natural de uma doença fatal que os ronda todo o tempo, eles se dão conta de que, que apesar de doentes, a vida ainda não acabou. A morte pode estar logo ali, mas ainda não é o final. Hazel e Gus nos ensinam que é possível viver um grande amor, mesmo aos 16 anos e quando se tem os dias contados, e que “alguns infinitos são maiores que outros”.

“Gus, meu amor, você não imagina o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada nesse mundo. Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso.”

A resenha completa do livro pode ser lida aqui.

Peeta Mellark e Katniss Everdeen

(Jogos Vorazes)

tumblr_m1e8q1cAhO1r5ly7io1_500

Peeta e Katniss funcionam bem por que fundamentalmente Peeta tem um bom coração, é suave, sensível e equilibra com a personalidade da Katniss. Ela, ao contrário, é anti-social e sofre com autoconsciência. Peeta ama Katniss desde que a viu pela primeira vez, ela também ama o “garoto do pão”, mesmo que demore muito para perceber isso.

No início o romance é uma tática brilhante, que faz com que eles sobrevivam nos Jogos Vorazes. Com o tempo o sentimento é amadurecido, embora exista um triângulo amoroso com Gale e uma resistência da parte da Katniss em reconhecer seus sentimentos por Peeta.

A maior parte do crédito de “casal encantador” se deve ao Peeta, já que em alguns momentos eu tive vontade de arrastar a cara da Katniss no asfalto (é essa a expressão que tenho para as chatices de alguns personagens).

“E enquanto estou conversando, a ideia de perder Peeta de verdade me atinge novamente e percebo o quanto não quero que ele morra. E não é sobre os patrocinadores. E não é sobre o que vai acontecer em casa. E não é só porque eu não queira ficar sozinha. É ele. Eu não quero perder o garoto com o pão”

Daenerys Targaryen e Khal Drogo

(As Crônicas de Gelo e Fogo)

Drogo_Dany_Season_1

A história de Dany e Drogo foi breve, mas não há como negar que foi marcante. Daenerys Targaryen foi prometida ao líder dos Dothraki, Khal Drogo, por seu irmão Viscerys, em troca de um exército que recuperaria o Trono de Ferro para os Targaryen.

Mesmo falando idiomas diferentes e com culturas muito distintas, Drogo conseguiu conquistar não só a confiança, mas o amor de Dany. Tudo com gestos muito simples, mas significativos, e cuidados cotidianos. Com o tempo, ela virou “a lua da minha vida” para o Drogo, e ele ganhou o apelido carinhoso “meu sol e estrela”, segundo a Dany.

O relacionamento da Filha da Tormenta e do poderoso Khal, nos ensina que duas pessoas de civilizações diferentes podem aprender muito sobre ternura e respeito, mesmo em um mundo tão hostil. E que quando se trata de amor as palavras são dispensáveis, o que conquista as pessoas são os gestos.

“Quando o sol nascer a oeste e se puser a leste. Quando os mares secarem e as montanhas forem sopradas pelo vento como folhas. Então regressará, meu sol-e-estrelas, e não antes.”  (Daenerys Targaryen)

Elizabeth Bennet e Fitzwilliam  Darcy

(Orgulho e Preconceito)

tumblr_mcszifek4C1qmdqovo1_500

Só depois que li Orgulho e Preconceito entendi por que Jane Austen é considerada uma Diva. Ela consegue narrar com muito envoltura as relações sociais e amorosas na Inglaterra do final do século XVIII. E é encantador.

Em Orgulho e Preconceito Elizabeth Bennet é a segunda filha mais velha de uma família de “classe média”, ela é inteligente, sagaz e muito sincera.  Mr. Darcy é apaixonante, no inicio ele é mal educado, introspectivo  e acaba ganhando a empatia de Lizzy. Com o tempo, porém, ele se redime dos erros, e a cada capítulo se torna mais fofo e encantador.

O mais atraente nesse livro é a forma como Lizzy e Darcy se apaixonam, gradualmente. O amor deles é construído com o desenrolar da história e nós conseguimos enxergar a repulsa se mudar em admiração.

“Em vão tenho lutado comigo mesmo; nada consegui. Meus sentimentos não podem ser reprimidos e preciso que me permita dizer-lhe que eu a admiro e amo ardentemente.”

Sobre a literatura indigenista

Espero que não achem esse post chato, mas é que ultimamente tenho lido mais sobre povos indígenas brasileiros. Sempre me interessei pelo assunto, mas só agora tenho buscado conhecimento para poder pensar melhor a questão da luta indígena.

E já que estamos no meio de um conflito tenso entre produtores rurais e indígenas, na Terra Indígena Buriti (MS), muito explorado pela imprensa, vou aproveitar e partilhar minhas experiências com livros da área.

Antes de falar sobre os livros, é preciso dizer que existe hoje no Brasil um desconhecimento famigerado da cultura indígena nacional. Geralmente as pessoas ignoram as especificidades dos povos nativos e consideram como se todos eles fossem uma coisa só, sem levar em consideração a cultura particular de cada etnia. São tratados genericamente por “índios”, como se todos os povos falassem a mesma língua e dividissem as mesmas experiências históricas. Engano.

De acordo com a Fundação Nacional do índio (Funai), existem hoje cerca 800 mil índios, divididos em 250 povos e falantes de 180 línguas distintas. À primeira vista parece um número admirável, mas é uma quantidade irrisória da população brasileira, apenas 0,2%, uma minoria social. E é aí que eles ficam à margem da igualdade de direitos fundamentais a todo o cidadão e, são ameaçados inclusive, de ficar a margem dos direitos a eles conferido na Constituição Federal.

Esse é um assunto muito vasto, que carece de um embasamento mais aprofundado, e que eu ainda não tenho. Mas preciso dizer que eu acredito que a luta pelos direitos dos povos indígenas não diz respeito apenas aos índios, mas está ligado a um modelo de sociedade e de Pais que nós queremos ter. Mais justo e igualitário.

Abaixo os textos indigenistas que li e acho que merecem nossa atenção.

Relatório Figueiredo

Fotos comprovam o massacre contra os povos indígenas

Fotos comprovam o massacre contra os povos indígenas

Produzido durante a Ditadura Militar é um dos documentos mais importantes do País. Foi encontrado no ano passado, no Museu do Índio do Rio de Janeiro, após 45 anos desaparecido. Se pensava que o documento, que contém mais de 7 mil páginas, tivesse sido destruído em um incêndio na década de 70.

Ao ser localizado, o relatório reascendeu o debate sobre direitos humanos, violência contra os povos indígenas e usurpação patrimonial e territorial. Entre as denúncias, o relato de tortura e assassinatos brutais cometidos contra indígenas, e patrocinados pelo governo.

É surreal ler isso, parece até roteiro de filme de terror. Em uma das passagens mais chocantes, a narração de caçadas humanas feitas com metralhadoras e dinamites, além de inoculações propositais de varíola em povoações isoladas, casos de exploração de crianças indígenas e até doação de alimentos contaminados com estricnina, o famoso veneno de rato.

Em outro trecho, fala da principal forma de tortura da época, o tronco:

relatorio

Dá para acreditar?

Eu recomendo a leitura do relatório, existe no site Combate ao Racismo Ambiental uma versão reduzida do texto, com 68 páginas.

Marãiwatsédé – Terra de Esperança

(Org.: Operação Amazônia Nativa e Associação de Educação e Assistência Social Nossa Senhora da Assunção)

25-povo_xavanteMarãiwatsédé  é a terra indígena mais desmatada da Amazônia brasileira. Nos anos 60, durante a ditadura militar, os indígenas foram retirados da área e a floresta foi convertida em pastagens e lavouras. A proposta desse livro é reunir elementos históricos, culturais, jurídicos e antropológicos para a compreensão do que está em jogo quando os Xavantes afirmam que de sua terra não vão sair mais. O livro é curtinho, 58 páginas, e é composto por muitas fotografias da terra xavante.

O texto é claro e, além do conflito na área, traz características dessa cultura indígena, mapas, dados e a história do povo. Eu recomendo. É um retrato triste, mas esclarecedor, de Marãiwatsédé e dos Xavantes.

Quem quiser saber mais sobre essa história, em 2011 foi produzido o documentário Vale dos Esquecidos, sobre Marãiwatsédé e os Xavantes.

Relatório de violência contra os povos indígenas no Brasil (Conselho Indigenista Missionário)

1c72b5b3dc7bf80ea0618ee08adcc847_XL

Esse relatório é, na verdade, um texto assustador, por que é o retrato de como as autoridades e a sociedade se relacionam com os povos indígenas. Além de discutir a morosidade do governo em reconhecer os direitos dos povos originários, o livro quantifica a vulnerabilidade indígena. Genocídio, racismo e suicido também são temas abordados no texto.

Para quem se interessar o texto integral do relatório já pode ser acessado.

Livros novos na estante

Maio está terminando e eu tenho cinco livros novos na minha estante. Tentei me conter e comprar menos, levando em consideração que ainda tenho três não lidos na fila, mas acontece que nem sempre eu consigo essa façanha incrível de me controlar dentro de uma livraria.

Vamos à listinha dos adquiridos em maio.

O Resgate do Tigre

resgate-do-tigreFé. Confiança. Desejo. Até onde você iria para libertar a pessoa amada? Kelsey Hayes nunca imaginou que seus 18 anos lhe reservassem experiências tão loucas. Além de lutar contra macacos d’água imortais e se embrenhar pelas selvas indianas, ela se apaixonou por Ren, um príncipe indiano amaldiçoado que já viveu 300 anos. Agora que ameaças terríveis obrigam Kelsey a encarar uma nova busca – dessa vez com Kishan, o irmão bad boy de Ren –, a dupla improvável começa a questionar seu destino. A vida de Ren está por um fio, assim como a verdade no coração de Kelsey. Em “O resgate do Tigre”, a aguardada sequência de “A maldição do tigre”, os três personagens dão mais um passo para quebrar a antiga profecia que os une. Com o dobro de ação, aventura e romance, este livro oferece a seus leitores uma experiência arrebatadora da primeira à última página.

Eu estava muito ansiosa pra ler a continuação da Saga dos Tigres, amei o primeiro livro e tenho muitas expectativas para o segundo volume. Espero ler esse ainda em junho.

Preciosa

preciosa_2A adolescente do Harlem Clareece Precious Jones é obesa, analfabeta e está grávida pela segunda vez de seu pai. Vítima de constantes abusos físicos e psicológicos por parte da mãe. Seu encontro com uma professora batalhadora a apresentará a um mundo novo, onde poderá expressar seus sentimentos e recuperar sua voz e dignidade.

Podem me julgar, eu ainda não assisti ao filme, mas como eu também não estou totalmente alheia aos comentários cinéfilos sei que ele foi muito badalado e premiado, por isso aproveitei uma promoção e levei esse pra casa. Uma das coisas que me chamaram atenção nesse livro é o fato dele ser escrito pela personagem principal, me parece que é o relato literal da vida dela. Folheando o livro já percebi muitos erros de português propositais, pelo motivo de ser escrito pela Harlem, que é analfabeta funcional. Espero que esse toque de realismo não me deixe agoniada com o livro.

Legend

Legend“Legend” é o primeiro livro da série distópica há muito tempo aguardada pelos fãs. Ambientado na cidade de Los Angeles em 2130 D.C, na atual República da América. Conta a história de um rapaz – o criminoso mais procurado do país – e de uma jovem – a pupila mais promissora da República –, cujos caminhos se cruzam quando o irmão desta é assassinado e a ela cabe a tarefa de capturar o responsável pelo crime. No entanto, a verdade que os dois desvendarão se tornará uma lenda.

Bom, é uma distopia, e também estava na promoção rs. O livro parece ser interessante, não tenho muito o que dizer, a não ser que estou pouco curiosa pra ler essa história.

Sussurro

sussurroEntrar em um relacionamento não estava nos planos de Nora Grey. Pelo menos até a chegada de Patch. Seduzida por seu sorriso despretensioso e pelo olhar que parece enxergar através dela, Nora se sente incapaz de pensar com clareza.
É quando uma sucessão de acontecimentos assustadores começa a cercá-la. Enquanto isso, Patch parece surgir em todos os lugares e mostra que sabe absolutamente tudo sobre sua vida. É impossível decidir entre atirar-se nos braços dele ou fugir do perigo que o ronda. Na busca de respostas, Nora se aproxima de uma verdade ainda mais avassaladora que seus sentimentos por Patch. De repente, ela está no centro da eterna batalha travada entre anjos caídos e seres imortais – e quando chegar a hora de escolher um dos lados, a decisão errada poderá custar sua própria vida.

Comprei por que também estava na promoção (Eu sou a rainha das promoções rs), mas faz tempo que quero ler a série Hush Hush. Coincidentemente a Rô, do blog Pilha de Cultura, comprou esse livro também e ainda não o leu. Trocamos emails e resolvemos ler ele juntas, compartilhar idéias e depois comentar sobre a experiência nos blogs. Aguardem.

Estilhaça-me

Estilhaça-me _ capa.inddNinguém sabe por que o toque de Juliette é letal, mas o Restabelecimento tem planos para ela. Planos para usá-la como arma. Mas Juliette tem seus planos. Após uma vida inteira sem liberdade, ela descobriu uma força para lutar contra todos pela primeira vez — e para obter um futuro com o único garoto que ela pensou que fosse perder para sempre.

Na verdade, comprei esse para presentear uma amiga, mas tudo o que é dela é meu (hahahah). Nós temos uma sociedade literária. Então, tenho certeza que depois que ela ler o livro ele vai ser “nosso”. Já queria ler esse desde o ano passado. Na ocasião de uma visita a livraria fiquei na dúvida se comprava ele ou Divergente, acabei optando pela distopia da Verônica Roth, mas continuo bastante curiosa para saber o que acontece em Estilhaça-me.

Livros que reli

Às vezes a gente termina de ler um livro e fica com vontade de voltar algumas páginas só pra sentir a sensação de redescobrir a história, como quando leu pela primeira vez, ou prestar mais atenção aos  detalhes que  passam despercebidos na leitura apressada.

É sempre bom retornar a antigas e queridas histórias. Além disso, reler livros é terapêutico, pelo menos é o que diz um estudo da American University (EUA), publicada no Journal of Consumer Research. Após entrevistar algumas pessoas, os pesquisadores entenderam que ler um livro ou assistir a um filme mais de uma vez não está relacionado ao vício, e sim ao “re-consumo”, onde o sujeito procura por mais significados, que podem ser de grande valor emocional. E realmente temos maiores chances de voltar a um livro quando a primeira leitura foi prazerosa.

Atualmente minha estante está cheia de livros que eu comprei e ainda não li, mas quando eu não tenho nada novo na prateleira gosto de voltar aos antigos livros. Pensando nisso, listei aqui o top 3 dos livros que reli e recomendo.

Dom Casmurro (Machado de Assis)

1343755831_421733299_1-Fotos-de--LIVRO-Dom-Casmurro-Machado-de-AssisLido pela primeira vez em: 2006. Era um dos livros obrigatórios da grade curricular.

Quando reli: em 2009

Porque reli: Por que senti que esse livro foi extremamente prejudicado pela obrigação de ler na escola. Precisei ler Machado de Assis para fazer uma prova, e não gostei nada da história. Mais tarde, mais amadurecida, voltei ao livro, e desta vez consegui captar todos os detalhes e estima da obra, e só então entendi por que Machado de Assis é um autor brilhante.

Por suas chagas (Neil Velez)

por_suas_chagasLido pela primeira vez em: 2009, uma amiga trouxe do nordeste e me emprestou

Quando reli: em 2012

Por que reli: Esse livro merece uma resenha, espero me lembrar disso depois. Ele está classificado como religioso, mas não é menos respeitável por isso. Por Suas Chagas marcou um momento muito especial da minha vida espiritual. Cada capítulo desse livro corresponde a uma história testemunhada por Neil Velez, missionário católico americano, e cada uma delas me impactou de uma forma distinta. Eu reli esse livro várias vezes. Na verdade, sempre voltava as histórias, refletia os testemunhos e me sentia impulsionada a rezar junto com o autor e as personagens. Por Suas Chagas é mais que um livro, para os teístas, pode ser uma experiência concreta do poder de Deus. Eu recomendo muito.

Harry Potter e a Pedra Filosofal (J.K. Rowling)

Harry-Potter-e-a-Pedra-Filosofal-livroLido pela primeira vez em: 2001

Quando reli: Não lembro, por que foram várias vezes.

Porque reli: Por que é Harry Potter gente! Já li cada livro pelo menos duas vezes e ainda hoje tenho vontade de ler novamente. Eu, assim como muitas pessoas que cresceram com HP, tenho uma relação sentimental com a saga. A J.K. não criou uma história, ela inventou um universo. Um mundo incrível que, quando transpassado, não dá mais sair.

Reler esses livros me faz voltar à infância e relembrar a espera angustiante por cada novo livro. Harry Potter foi especial e acho que eu nunca vou me cansar de voltar a essa história, afinal “Hogwarts sempre existirá para aqueles que precisarem dela”.

Livros que ainda quero reler

O desafio é viver

O Desafio é Viver

vida

A vida não é apenas uma peleja. É também um enigma. Tão mutável quanto areias da praia, é na verdade um conjunto de inseguranças. Ao passo que eu trago comigo milhares de dúvidas e escassas certezas. Por que ninguém pode dizer como isso aqui vai acabar.

E enquanto as chances não findam, tento encontrar um propósito, pensando em um objetivo final – como se objetividade fosse coisa fácil de arranjar. Sabendo que essa vida não é mera existência, ela é, acima de tudo, o nosso grande desafio e que ser feliz não é uma opção, é uma prioridade.

Hellen Leite