Resenha: A Batalha do Apocalipse (Eduardo Spohr)

A Batalha do Apocalipse - Fantasia BRMinha ultima aquisição e leitura. A Batalha do Apocalipse me surpreendeu positivamente. Fiquei especialmente feliz por ser de um autor brasileiro, Eduardo Spohr. A obra foi lançada em 2010, e ficou entre os mais vendidos daquele ano, mas só foi parar na minha estante em meados de 2012. Ele ainda esperou bastante pra ser lido também rs, já que eu estava entretida com As Crônicas de Gelo e Fogo.

Esse livro, como o próprio nome sugere, fala da Batalha do Apocalipse, que é o confronto final entre o “bem e o mal”. Achei muito interessante o fato de o autor ter misturado elementos cristãos com personagens sobrenaturais da cultura celta, chinesa, grega e afins. Spohr cita, inclusive, Aradia, a Terra das Fadas.

Na história, Deus está gozando do seu sétimo dia de descanso no monte Tsafon, assim como no registro bíblico, que diz que Deus criou o mundo em seis dias e depois descansou. Só que esse sétimo dia já dura bilhões de anos e corresponde a TODA historia humana. Enquanto o sétimo dia ainda não acaba, e Deus usufrui do seu “cochilo”, quem toma conta da terra são os Arcanjos Miguel, Gabriel, Rafael, Uziel e Lúcifer.

O mais poderoso deles é Miguel. Ele tem a personalidade enérgica e ciumenta. Chega a ter raiva de Deus por ele ter dado aos homens alma e o livre-arbítrio. Refere-se aos humanos como “criaturas de barro” e esse ódio faz com que ele queira destruir os homens. Na tentativa de aniquilar a raça humana, o Arcanjo lança uma serie de desastres sobre a terra: dilúvio, era do gelo, terremotos, guerras e pestes. Tudo utilizando da palavra de Deus, que esta dormindo, para fazer a sua própria vontade.

Muitos anjos ficaram descontentes com a política de Miguel, mas nenhum tem força suficiente para combater o Arcanjo. Insatisfeitos, eles tentam se aliar a Lúcifer, que também é muito poderoso. Nessa primeira batalha, esses anjos acabam sendo expulsos do paraíso e passam a ser chamados de Anjos Renegados. Um deles é Ablon, o protagonista da história.

Lúcifer ainda tenta combater Miguel mais uma vez, mas é mandado para o Sheol (inferno). Enquanto isso, os outros Arcanjos se separam. Rafael vai para outra dimensão assim que inicia o sono de Deus, e ninguém sabe do seu paradeiro. Uziel fica ao lado de Miguel e Gabriel se asila na Cidadela de Fogo, lar dos Ishins, que são anjos que coordenam as forças da natureza. Dá inicio então a uma guerra civil entre os anjos Miguel, Gabriel e Lúcifer.

Enquanto isso, Ablon o anjo renegado está na terra, mais especificamente no Rio de Janeiro, esperando pelo Apocalipse, que se aproxima, para enfim obter sua vingança contra Miguel e tentar salvar a humanidade.

O que mais me interessou no livro foi a humanização dos personagens. Além de bem desenvolvidos, não há em nenhum deles um dualismo ensimesmado entre o bem e o mal, apenas pontos de vistas diferentes. E todas as visões são apresentadas ao leitor.

Outra coisa interessante é a passagem histórica do enredo, que por sinal é muito bem escrita. O autor vai desde a Babilônia, Roma, Grécia, Jerusalém, China antiga, Europa na Idade Media, até os das atuais.

Eu gostei muito dos flashbacks também. Acho o máximo essa oportunidade que o autor oferece de aguçar a imaginação do leitor, quando se remete a tempos antigos e eras sobre as quais costumamos ter poucas informações nos livros escolares.

Os apaixonados por mitologia vão gostar.

Saiba mais sobre A Batalha do Apocalipse

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4 comentários sobre “Resenha: A Batalha do Apocalipse (Eduardo Spohr)

  1. É um dos melhores livros que eu já li. Acho que a imersão com os audio-dramas e a grande espera ajudaram muito nisso.
    Muito interessante também o fato de ser um autor brasileiro e que tem um contato muito próximo ao público (O Spohr ta sempre no twitter conversando com os fãs).

    Confesso que no meio do livro eu fiquei um pouco cansado dos flashbacks, mas acho que isso foi mais culpa minha que li o livro em uma semana, do que da narrativa em si. Enfim, recomendo também a primeira parte da nova Trilogia dos Anjos, Filhos do Éden. É menos catastrófica mas igualmente interessante.

    Parabéns pelo texto =D

    • Que legal PH! Muito obrigada pela dica! Ouvi falar muito bem de Filhos do Éden, com certeza vou lê-lo. E assim… eu amo livros catastróficos hahahaha Acho que isso fez eu amar ainda mais A Batalha do Apocalipse.
      😀

      Obrigada pelo comentário
      Beijos

      • Por nada =D. Achei seu blog por acaso e gostei bastante.
        Hoje fiquei que sabendo semana que vem começa a pré-venda de Anjos da Morte (Continuação de Filhos do Éden).. Mais um livro pra lista = ))

  2. Pingback: O que li nos primeiros três meses do ano | OAçucareiro

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